O medo dos bolsonaristas: como a Operação Lesa Pátria abalou os apoiadores do presidente.
A Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal em 19 de agosto, tem causado pânico entre os bolsonaristas que participaram, financiaram ou incentivaram os atos criminosos contra os três poderes, ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília.
Na ocasião, um grupo de manifestantes invadiu o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, promovendo violência e depredação.
A operação visa identificar e prender os responsáveis por esses atos, que são considerados tentativas de subversão violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bens especialmente protegidos.
A operação conta com o apoio da Interpol, que emitiu alertas vermelhos para a captura dos foragidos.
Até o momento, quatro dos oito procurados na primeira fase da operação foram presos. São eles:
- Wellington Macedo de Souza, blogueiro e jornalista do Ceará, que participou de uma tentativa de explosão no Aeroporto de Brasília em dezembro do ano passado. Ele foi condenado a mais de seis anos de prisão e fugiu do país em janeiro deste ano. Ele foi preso no Paraguai junto com outros dois bolsonaristas.
- Maxcione Pitangui de Abreu, radialista do Espírito Santo, que se mudou para o Paraguai após ter mandado de prisão expedido pelo STF. Ele é acusado de envolvimento nos atos antidemocráticos e de incitar a violência contra as instituições.
- Rieny Munhoz Marcula Teixeira, empresária de São Paulo, que também é foragida da PF pelos atos antidemocráticos. Ela é suspeita de financiar os manifestantes e de integrar uma organização criminosa.
- Carlos Eduardo Bon Caetano, servidor público do IML do Rio de Janeiro, que foi preso em sua residência. Ele é acusado de participar dos atos violentos e de portar armas ilegais.
Os quatro presos foram transferidos para Brasília e levados para o Complexo Penitenciário da Papuda.
Eles devem responder pelos crimes que cometeram e podem pegar até 17 anos de prisão.
A Operação Lesa Pátria ainda está em andamento e busca outros quatro bolsonaristas que estão na lista da Interpol. São eles:
- Oswaldo Eustáquio Filho, blogueiro e ex-assessor do Ministério dos Direitos Humanos. Ele é acusado de liderar os atos antidemocráticos e de incitar a violência contra as autoridades. Ele teria fugido para a Venezuela.
- Salomão Vieira de Jesus, empresário do Paraná. Ele é suspeito de financiar os manifestantes e de integrar uma organização criminosa. Ele teria se escondido na Bolívia.
- Ana Carolina Guardieri, médica veterinária do Paraná. Ela é acusada de participar dos atos violentos e de portar armas ilegais. Ela teria se refugiado na Argentina.
- Alessandra Faria Rondon, administradora do Mato Grosso do Sul. Ela é suspeita de envolvimento nos atos antidemocráticos e de incitar a violência contra as instituições. Ela teria se mudado para o Uruguai.
A Operação Lesa Pátria tem mostrado que os bolsonaristas não estão acima da lei e que devem responder pelos seus atos.
A operação também tem revelado as conexões internacionais dos apoiadores do presidente, que tentam escapar da justiça brasileira se escondendo em países vizinhos.
A operação tem contado com a colaboração das autoridades desses países, que não aceitam abrigar criminosos em seus territórios.
A Operação Lesa Pátria é um exemplo de como as instituições democráticas estão funcionando e reagindo aos ataques dos bolsonaristas.
A operação é um recado claro de que a democracia não será ameaçada por grupos radicais e violentos, que querem impor sua vontade pela força.
A operação é uma forma de defender a Constituição, a ordem e a paz social.

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